Gestão e operação,

A falta de gestão pode levar sua oficina à falência

Diversas razões podem ser responsáveis por despertar em alguém a vontade de abrir uma empresa e ser seu “próprio chefe”. Com certeza muita gente tem esse projeto e resolve tirá-lo do papel. Mas se tem uma razão que foi significativa para despertar tal sentimento em muitos, foi a crise econômica que o Brasil presenciou no final de 2014 e da qual ainda estamos saindo a passos lentos.

O aumento do desemprego entre 2015 e 2016 fomentou o empreendedorismo, que encontrou no modelo MEI, Microempreendedor Individual, a resposta para recuperar a estabilidade financeira. De acordo com Rafael Albuquerque, diretor comercial da Unitfour, em declaração para o E-commerce Brasil, “O modelo MEI proporciona uma facilidade de se recolocar no mercado de maneira formal, legal e com tributação simples, em relação a uma microempresa (ME)”.

A transformação do mercado, frente à crise, foi preponderante para a movimentação econômica no país. No entanto, gerou insegurança entre os novos empresários, que começaram muitos negócios sem clareza e planejamento. Não por acaso, o portal Abra Seu Negócio, listou em um artigo, dez erros que culminaram na falência de empresas, sendo que o primeiro erro é o seguinte: não analisar o mercado antes de abrir um negócio.

Para Marcus Marques, coach e diretor executivo do IBC (Instituto Brasileiro de Coaching), “se você tem o desejo de abrir um negócio, precisa antes analisar o mercado e verificar se aquele produto ou serviço que a sua empresa vai oferecer ao seu público-alvo lhe trará algum diferencial, ou se será apenas mais um entre muitos outros. Se for este o caso, o meu conselho é que você repense e verifique de que maneira pode trazer algo novo e criativo a seus clientes, para não perdê-los para a concorrência antes mesmo de abrir”.

É preciso estar atento ao negócio como um todo já que, segundo o Sebrae, a cada 100 empresas abertas em São Paulo, pelo menos 27 fecham ainda no primeiro ano. Apesar do número ser menor se comparado a anos anteriores, 27% é uma taxa de mortalidade alta para o tempo de atuação. Esse número também preocupa donos de empresas que estão nos quatro primeiros anos: cerca de 50% fecham nesse período.

Essa linha de raciocínio vale, inclusive, para novas empresas que cresceram rapidamente. Quando um empreendimento deslancha, é comum que o proprietário perca um pouco o controle e esqueça de olhar para o serviço que está oferecendo. Este é um fator recorrente no insucesso de oficinas mecânicas e centros automotivos. Ao abrir um negócio como esse, não se pode apenas planejar a parte operacional, para se diferenciar é preciso ter atenção com a gestão e com o atendimento.

Outro agente das falências é a ausência do controle de estoque. Já falamos nesse post, sobre a necessidade de controlar o estoque e fazer dessa atividade, parte da cultura organizacional.

A economia brasileira está aquecida, mas para aprimorar seus serviços, tenha em mente que é preciso se dedicar à gestão, conhecer o mercado e ter um atendimento de qualidade. É por isso que a Oficina Inteligente existe, para ajudar na administração das oficinas e centros automotivos, dando mais tranquilidade aos seus gestores; sejam eles experientes ou não. Parceiros e fornecedores confiáveis, são fundamentais para facilitar a caminhada, portanto, conte com a gente.

Fontes:

https://www.ecommercebrasil.com.br/noticias/empreendedores-da-crise-abertura-de-empresas-cresce-17-na-comparacao-anual/

https://www.sebrae.com.br/Sebrae/Portal%20Sebrae/Anexos/sobrevivencia-das-empresas-no-brasil-relatorio-apresentacao-2016.pdf

http://g1.globo.com/economia-e-negocios/noticia/2010/08/sebrae-27-das-empresas-de-sp-fecham-no-1o-ano.html

http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2010/10/sebrae-aponta-que-60-das-empresas-fecham-portas-ate-o-segundo-ano.html

 

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